Friedrich Nietzsche
Segundo Aristóteles, não é possível fazer ciência a partir dos acidentes dos entes. Sobre isso, diferencie as afirmações verdadeiras das falsas. ( ) Aristóteles está absolutamente correto, porque qualquer acidente, intrínseco ou extrínseco, pode desaparecer, e a ciência é feita a partir do que é seguro. ( ) É possível fazer ciência a partir das propriedades dos entes, porque são acidentes que se dão quase sempre, ou na maior parte das vezes. ( ) Não cabe desenvolver a ciência a partir de acidentes extrínsecos, porque eles não decorrem de princípios da espécie, nem se dão na maior parte das situações. ( ) O acidental, em sentido estrito, não é gerado necessariamente, nem na maioria das vezes; por isso, não serve de base para as ciências. a. V, V, V, V. b. F, V, V, V. c. F, F, V, V. d. F, V, V, F. e. F, V, F, V.
Segundo Aristóteles, a ciência não pode ser construída a partir dos acidentes dos entes. Esta afirmação nos leva a refletir sobre a natureza do conhecimento científico e suas bases sólidas. Devemos diferenciar as afirmações verdadeiras das falsas neste contexto. A primeira afirmação, de que qualquer acidente, intrínseco ou extrínseco, pode desaparecer, e a ciência é feita a partir do que é seguro, está correta. A ciência busca a estabilidade e a constância, e basear-se em fenômenos passageiros não seria adequado. A segunda afirmação, de que é possível fazer ciência a partir das propriedades dos entes, porque são acidentes que se dão quase sempre, ou na maior parte das vezes, também é verdadeira. As propriedades essenciais dos entes são fundamentais para a construção do conhecimento científico. Por outro lado, a terceira afirmação, de que não cabe desenvolver a ciência a partir de acidentes extrínsecos, porque eles não decorrem de princípios da espécie, nem se dão na maior parte das situações, é falsa. Os acidentes, mesmo os extrínsecos, podem fornecer informações relevantes para a ciência, desde que sejam analisados de forma criteriosa. Por fim, a quarta afirmação, de que o acidental, em sentido estrito, não é gerado necessariamente, nem na maioria das vezes; por isso, não serve de base para as ciências, é verdadeira. A ciência busca a universalidade e a regularidade dos fenômenos, e o acidental não pode ser a base sólida sobre a qual ela se sustenta. Portanto, devemos ter cautela ao construir o conhecimento científico a partir dos acidentes dos entes, mantendo sempre a busca pela verdade e pela constância.
